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sexta-feira, 27 de março de 2009

Ideais Jornalísticos


Existem muitas definições sobre o que é Jornalismo e principalmente o papel do jornalista perante a sociedade. A barreira entre ética e antiética parece ter sido quebrada por profissionais desorientados, que não sabem que ser jornalista é mostrar a verdade dos fatos e seguir os códigos morais de toda sociedade onde qualquer coisa pode escandalizar.
Vivemos em uma sociedade onde se prega um falso moralismo, onde a grande maioria critica o capitalismo dizendo ser uma “doutrina” injusta que beneficia poucos e torna as pessoas cada vez mais artificiais. Entretanto, são essas pessoas que usam e abusam do poder aquisitivo, que não fazem nada pelo bem comum e que usam roupas caras e de marca.
Muitos exemplos são observados: falso puritanismo; ignorância em relação a pessoas com idéias, opções e etnia diferentes das suas, aceitar bebidas e condenar as drogas, sendo que ambas matam na mesma proporção.
Devido a essa sociedade perdida em um mar de contradições e cheia de inseguranças para o futuro, nós fomos levados a pensar sobre o que realmente significa ser jornalista na atualidade. Será que a função do jornalista de hoje é igual à de ontem? Será que apenas transmitimos informações, sem formar opinião? Essas dúvidas nos levam a pensar: O que é ser jornalista?
De acordo com Chaparro, “o mundo mudou de forma radical, além de radical, irreversível, em relação a épocas surpreendentemente recentes, nas quais se produziram os ideários, diria também os ideais do jornalismo libertário, justiceiro, poético e até aventureiro em que todos ainda gostamos de acreditar... as informações, estrategicamente produzidas, entram em redes que, de forma já incontrolável, globalizam ideias, ações, mercados, sistemas, poderes, discussões, interesses, antagonismos e acordos”.
Ele também apresenta uma segunda idéia de que, as mudanças ocorridas impõem novas razões ao jornalismo. Diz que, “O jornalismo só sobreviverá se também for negócio, fonte de lucro”. Mas ele aponta que terá que ser cada vez mais independente para conseguir ser ético, confiável e crítico em um mundo onde o lucro é cada vez mais visado.
Chaparro fala sobre a ilusão de que o jornalismo mudará o mundo: “A verdade é que os jovens ingressantes nos cursos de jornalismo buscam a felicidade, nome dado ao fruto dos sonhos. E em sonhos navegam, querendo ser alguém na vida. Escolheram o jornalismo, na esperança de que no jornalismo, sendo jornalistas, poderão ser e conseguir tudo com que sonham”.
Em seu blog, Carlos Chaparro manda um recado final aos jovens jornalistas: “este é o vosso tempo de estudar. Estudem, pois. Leiam, pesquisem, discutam. Desenvolvam habilidades técnicas e sensibilidade estética para as artes do ofício escolhido. E desenvolvam, em tempos de estudo que jamais devem terminar, aptidão intelectual para apreender, compreender e interpretar, como narradores, o mundo complicado que o século XX nos legou.Que cada um de vocês amadureça o seu próprio ideal de jornalismo. Ideal não é coisa coletiva, mas individual. É aquilo que só existe na idéia. Pois construam sem medos, cada um de vocês, a vossa própria utopia. Façam dela fonte de sentidos para as escolhas e as lutas da vida real, no jornalismo ou fora dele. E não abram mão de um poder que é vosso, de cada um, e não dos outros: o poder de preservar os próprios ideais”.
Assim sendo, concluímos que o jornalismo se tornou essencial na sociedade moderna. Com o jornalismo podemos realizar modificações na realidade. Sendo jornalistas, teremos o poder de interferir nos problemas, denunciando e até mesmo ajudando a resolvê-los.


Por Bruno De Nicola

quarta-feira, 25 de março de 2009

Abram-se os olhos!


Toda informação e opinião gera sempre uma primeira ou segunda visão.
Nós somos a terceira.


Bem vindos, ao terceira visão.