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sábado, 6 de junho de 2009

Ainda é tempo de "Der Stürmer"

Ao final da Primeira Grande Guerra, a Alemanha foi considerada culpada pelo conflito e foi obrigada, pelo Tratado de Versalhes, a ceder suas colônias e parte de seu território, a restringir seu exército, e a pagar pesadas indenizações aos países vencedores.

O clima de derrota, o crescente desemprego, a situação econômica do país agravada pela crise de 1929 e o crescimento do socialismo com a Revolução Russa foram algumas das razões que propiciaram o surgimento do nazismo alemão.

O Nacional-Socialismo constituiu a ideologia política na Alemanha de Hitler, exacerbando o nacionalismo e o racismo. Toda propaganda era controlada pelo Estado, que visava o fortalecimento do patriotismo.

Nesse contexto surgiu, por criação e edição de Julius Streicher, o semanário Der Stürmer, que disseminou propaganda do regime.

Veja a animação em Flash sobre o Der Stürmer clicando na imagem abaixo:


A doutrina ainda existe em todo o mundo, inspirando movimentos neonazistas. Dentre eles, a banda de Black Metal também de nome "Der Stürmer", inspirada no maior jornal anti-semita da Alemanha. O tema de suas letras é o Nacional-Socialismo, o paganismo e o Terceiro Reich. Na página do perfil, os componentes descrevem a banda como ideológica; dizem que “a Nova Ordem Ariana vai ascender das ruínas do Mundo Moderno”.

Há ainda o site Der Stürmer, disseminador ideológico, com artigos em vários idiomas, inclusive em português. Nos seus textos, são característicos a minimização do Holocausto, além da divulgação de outros sites com a mesma ideologia.
No Brasil, o movimento começou a atingir a classe média na década de 80. Exemplos disso são as manifestações pela separação entre os estados do sul do país e as demais regiões; o surgimento do "White Power", cujos adeptos tinham uma postura de ódio a judeus, comunistas, homossexuais, índios, negros e nordestinos.
O movimento neo-nazi adquiriu vigor com a Internet. Através dela, os integrantes divulgam textos e artigos, agendam reuniões, e admitem novos recrutas em sites a favor de sua causa. Ainda assim, as visitas diárias são inúmeras e os sites estão em constante atualização, com cada vez mais adeptos.
Por Marina Maciel

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Gonzojornalismo - Parte II

Na busca por sempre esclarecer quem aparece por aqui pra conferir nosso trabalho, os integrantes Jefferson Floriano e Jéssica Alves fizeram uma entrevista com a professora da temática Gêneros Jornalísticos Marli dos Santos sobre Gonzojornalismo.
Marli é mestra em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.
A professora conta sobre sua experiência com o gênero e dá sua opinião sobre autores numa conversa que vale a pena conferir.




Se você ainda não faz ideia do que seja Gonzojornalismo, leia o post sobre o assunto clicando aqui.

sábado, 25 de abril de 2009

Jornalismo de Ideias

O novo jornalismo, também chamado de jornalismo de liberdade, surgiu junto com a Revolução Francesa, em 1789. Esse processo foi de grande importância para a imprensa, pois foi quando surgiram os novos ideais e a revolução de pensamento.
Com a revolta do povo, a monarquia na França começou a decair; surgiram as classes sociais dos girondinos (alta burguesia) e jacobinos (baixa burguesia), que lutavam pelo capitalismo industrial. Essa fase fez com que o povo começasse e reagir e lutar pelos seus direitos. Surgiu então na França, o Direito do Homem e do Cidadão, influenciado pelos ideais iluministas, que davam direito de liberdade, igualdade e propriedade ao homem.
Após a chegada da família real ao Brasil, começou a ser publicado um panfleto chamado Folheto de Caille. Era escrito por cidadãos comuns, publicavam assuntos que interessavam o governo e era uma importante fonte de informação, que tratava assuntos mais complexos de forma simples.
O primeiro jornal politicamente independente do Rio surgiu em 15 de janeiro de 1821 e se chamava Reverbero. Com a sua criação, teve início à luta pela independência, a Assembleia Constituinte e Legislativa, e também o jornalismo de liberdade. Após a independência, o jornal foi fechado e seus líderes exilados.
Cipriano Barata, responsável pelo primeiro jornal republicano, Sentinelas, foi preso pela exposição de seus ideais e, ainda assim, continuou escrevendo e publicando suas matérias durante seus oito anos de cárcere. Cipriano é considerado um dos maiores jornalistas de sua época.
Na segunda metade do século XIX, começaram as publicações de contos literários, nos quais vários artistas como José de Alencar, Quintino Bocaiúva e Machado de Assis se destacaram publicando textos. Na mesma época, começou a disseminação dos ideais republicanos e abolicionistas. A partir de então, fundou-se a democracia dentro do jornalismo, no qual a liberdade de expressão, e de opinião passa a ser explorada e respeitada.
Por Jéssica Alves e Moniky Bancilon

sábado, 18 de abril de 2009

Jornalismo e Liberdade


Cento e cinquenta anos depois que Gutenberg inventou a prensa tipográfica, no século XV, surge a imprensa periódica motivada principalmente, pelas Revoluções burguesas, na qual a população passou a ter a necessidade e o interesse em consumir determinadas informações.

No entanto, em seus primeiros passos, a imprensa teve sérias dificuldades em conseguir a liberdade para veicular as ideias revolucionárias, baseadas nos princípios iluministas. A Igreja, detentora de vários privilégios, tomou atitudes repressoras como forma de barrar o avanço de tais ideias e assim continuar com o poder. Com essas atitudes, a imprensa passa por um retardamento nos séculos XVI e XVII, e passa a ser um instrumento único dos regimes absolutistas. Sob o controle dos censores, a imprensa servia unicamente aos interesses das classes que a manipulavam.

Porém, a Revolução Francesa, baseada em princípios de liberdade, acabou eclodindo no dia 14 de Julho de 1789, com a Tomada da Bastilha, uma prisão símbolo do Absolutismo. A revolta com a Monarquia e a Igreja tinha chegado ao seu auge e aos poucos a burguesia foi conseguindo o tão sonhado acesso ao poder político. A Revolução Francesa também beneficiou a imprensa, que teve um crescimento imenso e se tornou, enfim, uma imprensa de massas.

No Brasil, a imprensa surge com a transferência da Família Real ao país em 1808. Tendo dois jornais emergindo, a Gazeta do Rio de Janeiro e o Correio Braziliense (que era impresso em Londres e enviado ao Brasil; jornal que fazia duras críticas ao governo), ambos defendiam a forma monárquica e também o projeto de união luso-brasileira e repudiavam as ideias difundidas na Revolução Francesa. Porém, a partir de 1821 a Gazeta do Rio de Janeiro passa a defender o liberalismo e a modernidade política, defendendo a independência do Brasil.

No Brasil, a censura foi exercida pela metrópole e a liberdade de expressão era sempre vigiada. Os conteúdos eram medidos de forma que não fossem contra o poder real e mais tarde presidencial. Em 1821, foi abolida a censura prévia dos impressos, colocando-as sobre provas tipográficas, mas haviam punições em casos de abusos. Veja alguns jornais que sofreram com a censura naquela época:

Correio Braziliense: editado por Hipólito da Costa, em Londres;
Farol Paulistano: Processado pelo Ministro da Fazenda e pelo secretário de governo provincial. De fato, esse jornal foi o primeiro impresso em São Paulo;
O Observador Constitucional: administrado e redigido por Libero Badaró, assassinado em 1830.


Por Márcio Oliveira e Pedro Sturba


Fontes de Pesquisa
Blog mania de história
Livro: Historia da Imprensa no Brasil (SODRÉ, Nelson Verneck), Rio de Janeiro, Ed. Mavad, 1999
Aulas do SIGA: ‘Gêneros Jornalísticos – Jornalismo e Liberdade’
Imagem

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Os Rumos do Jornal Impresso - Parte I


Frequentemente se confunde a História do Jornalismo com a da Impressa. A última é mais recente, já a arte de fazer jornalismo data de muito antes do desenvolvimento da tecnologia da prensa móvel, por Johannes Gutenberg, no século XV. Agora, com a publicação on-line, os desafios do Jornalismo são outros.

O primeiro jornal de que se tem notícia é o Acta Diurna, que surgiu na Roma Antiga em 59 a.C.. Eram tábuas de pedra afixadas nos espaços públicos; tratavam de fatos diversos, notícias militares, listagem de eventos, obituários e crônicas esportivas.

Com a difusão da impressão e da tipografia, folhas escritas com notícias relacionadas a comércio e economia circulavam nas cidades burguesas.

A ascensão do Capitalismo promoveu surtos demográficos, urbanização e concentração de capital. Foram feitos investimentos em Educação, o que resultou no aumento de letrados e, consequentemente, de consumidores dos jornais. Porém, nos últimos anos, com o advento das novas tecnologias, o Jornalismo Impresso enfrenta uma diminuição constante e acelerada de leitores.

O fácil acesso e a rapidez das informações on-line atraem cada vez mais internautas, especialmente os jovens. A Internet se prova uma grande ameaça à sobrevivência dos jornais e revistas de todo o mundo.

Qual o destino do Jornalismo Impresso? E o que as emissoras jornalísticas têm feito para evitar a falência?

Nos próximo post abordaremos os motivos da decadência e as possíveis soluções adotadas por algumas empresas para dar a volta por cima.




Por Jaqueline Lima e Marina Maciel

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O que realmente importa?

O que realmente importa para você leitor desse blog? O que vai afetar a sua vida e a vida de uma pessoa lá do Japão? Qual informação seria a mais importante para o seu “mundo”? Foi pensando nessa ideia, de uma informação que interessasse o maior número de pessoas possíveis e que interessasse o leitor que surgiu o Jornalismo de Serviços.

Os classificados, os anúncios de emprego, o caderno de cultura que mostra os shows do fim de semana, a previsão do tempo, o trânsito na cidade, os jogos da rodada do campeonato de futebol, tudo isso faz parte do gênero que é caracterizado por 'servir' informação simples e direta ao leitor.

O Jornalismo de Serviços tem como principal objetivo prestar serviços à sociedade, proporcionando informações fundamentais ao seu cotidiano.


Ele está diretamente ligado à necessidade e interesse do leitor que “consome” a notícia publicada por tal veículo. Assim, o jornalismo passa a se tornar um produto que só é consumido regularmente quando o leitor percebe que o texto lido está sendo construtivo e importante.


Essa forma de jornalismo coloca a informação em uma posição privilegiada, como um artigo necessário, explorando temas que tenham utilidade concreta para a vida do leitor.

Baseando-se nessas classificações, podemos relacionar o Jornalismo de Serviço com o Capitalismo. Se analisarmos bem, podemos ver que esse tipo de jornalismo surgiu justamente pela necessidade imposta pelo Mercantilismo: a rápida circulação de informações básicas para o funcionamento do mercado e da sociedade.


O Jornalismo de Serviços é importante na atualidade para levar a informação (que cada vez se desloca mais rapidamente) para o maior número de pessoas, e ressaltando que a notícia deve interessar a todos e ser fundamental para a vida do leitor.


créditos imagens: Fellipe Fernandes e Fundação Ceal de Assistência Social e Previdência



Por Bruno De Nicola

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Como tudo começou - A 1ª Fase do Jornalismo

Hoje não vivemos sem ele. Mas, afinal como surgiu o Jornalismo?
Onde e como se iniciou a necessidade de divulgar noticias?

Neste pequeno vídeo produzido pela equipe Terceira Visão, é possível entender de maneira sucinta, o momento em que a paixão desses 13 blogueiros começa a existir.

O restante da história? Contaremos em outros posts e outro vídeos.




Edição: Marina Maciel
Imagens: Marília Barbosa e Rafael Noguera